SP Open vai fechar um jejum de 25 anos sem eventos deste nível em São Paulo, será disputado nas quadras duras do Parque Villa-Lobos
Lançado oficialmente nesta terça-feira (3), o SP Open quer trazer pelo menos um “grande nome internacional” para sua primeira edição, a ser realizada em setembro deste ano, no Parque Villa-Lobos. A “estrela”, todavia, só deve ser conhecida um mês antes do evento, marcado para encetar no dia 6 na capital paulista. Beatriz Haddad Maia, uma das maiores tenistas da história do País, já é nome perceptível na chave principal. O evento, todavia, não deve narrar com as Top 10, porque em resumo, as regras da WTA farão com que as tenistas do Top 10 do ranking, porquê a belarussa Aryna Sabalenka e a polonesa Iga Swiatek, optem por jogar em Guadalajara. “O processo de escolha das atletas internacionais é um pouco multíplice porque elas não podem estar no Top 10 do ranking no deadline, na data da definição da chave, 30 dias antes do início do evento”, explica Lui. Uma das apostas é a japonesa Naomi Osaka, atual 49ª do mundo. O SP Open terá 32 tenistas na chave principal, 24 no qualifying e 16 duplas no Villa-Lobos, parque avezado a receber eventos de tênis de menor porte nas últimas décadas. O qualifying será disputado nos dias 6 e 7 de setembro e a chave principal, entre 8 e 14.
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Pelas regras da WTA, os eventos 1000 e 500 prevalecem sobre os de nível 250. Na prática, as tenistas do topo do ranking devem priorizar as competições com mais pontos em disputa. Isso acontece porque, ao longo do calendário, diversos torneios, de níveis diferentes, são disputados nas mesmas semanas. Levante é o caso do SP Open, a ser realizado entre os dias 8 e 14 de setembro. Na semana do torneio brasiliano, o calendário do volta prevê também a disputa de um WTA 500 em Guadalajara, no México. E esta competição mexicana, também em quadra dura, deve concentrar a maior secção das principais tenistas do mundo, ao menos em tese – as duas competições acontecem logo posteriormente o US Open, um Grand Slam, que costuma ser mais desgastante. Geralmente, muitos tenistas optam por resfolgar depois de competições deste porte.
Entre as brasileiras, a única garantida na chave principal é Bia Haddad, por sua boa posição no ranking: é a atual 23ª. Mas, também vão estar na competição:
- Luisa Stefani
- Laura Pigossi
- Ingrid Martins
- Carol Meligeni
- Nauhany Vitoria
- Victoria Barros
Além de Bia, as demais podem entrar por convites, tanto na chave principal quanto no qualifying. Mas o diretor do torneio mantém a cautela. “Convites não estão confirmados nem na chave principal e nem no qualifying Vamos esperar para ver quem estará pronta para a chave”, afirma, em referência às juvenis Naná Silva e Victoria Barros.
Porquê será o SP Open?
SP Open vai fechar um jejum de 25 anos sem eventos deste nível em São Paulo, será disputado nas quadras duras do Parque Villa-Lobos. A organização usará seis das sete quadras do parque público para jogos e treinos. Uma estrutura, semelhante a do Rio Open no Jockey Club Brasiliano, será montada no lugar, formando um multíplice, com entradas e saídas, com cobrança de ingressos. A expectativa é de que o multíplice receba até 5 milénio pessoas por dia entre segunda e quinta-feira, na semana do evento. No totalidade, a organização estima conseguir 30 milénio pessoas ao longo da semana. “O sistema será parecido com o Rio Open: de segunda a quinta-feira, serão duas sessões de ingressão. Sexta, sábado e domingo terão sessão única. De segunda a quinta, poderemos colocar 5 milénio pessoas no multíplice. E, entre sexta e domingo, vamos ver ainda”, conta o diretor do evento.
A quadra medial terá capacidade para receber 2.500 fãs de tênis O evento terá mais duas quadras, menores, para também receber jogos. E outras três somente para os treinos das jogadoras. Para tanto, todas serão reformadas para o SP Open, que tem um compromisso com o parque. Ainda não há data para o início da venda dos ingressos. Mas a organização garante que a comercialização começará ainda neste mês, na segunda quinzena. “Esperamos que os ingressos se esgotem rapidamente por motivo da demanda por tênis no Brasil”, diz o diretor do torneio, que também é o responsável pelo Rio Open.
*Com informações do Estadão Teor
Publicado por Sarah Paula



