“O João é um jogador próprio e incrível. A potência dele é absurda”, disse o espanhol
Amigos, se tem um tanto que o tênis anda nos devendo é um bom duelo de gerações. E parece que finalmente vai sobrevir. Nesta terça-feira (18), Carlos Alcaraz, o atual número 1 do mundo, apareceu em uma coletiva virtual – daquelas muito controladas, muito muito produzidas, mas, ainda assim, deixou evadir algumas pérolas que mostram exatamente uma vez que ele vê o nosso João Fonseca.
E vou expressar: o espanhol está impressionado.
Não é todo dia que o líder do ranking, possessor de seis Grand Slams e aquele sorriso de garoto-prodígio que nunca desarma, dedica um tempo para destrinchar as virtudes de um novato. Mas Alcaraz não só falou — elogiou com sabor.
“O João é próprio” — e não fui eu quem disse
Quando o ponto foi Fonseca, Alcaraz nem piscou: “O João é um jogador próprio e incrível. A potência dele é absurda. O saque, logo… muito, muito bom. A direita é bestial.”
Bestial. Termo potente, meus amigos. Vinda do número 1, é quase um timbre.
Mas, evidente, o espanhol não perdeu a chance de deixar um toque de “experiente”:
“Se eu tiver que indicar um tanto, diria que ele precisa melhorar um pouco a mobilidade. Mas isso vem. Para mim, ele é próprio. Terminar o primeiro ano completo no rotação uma vez que Top-30… isso é pra permanecer de olho.”
E olha… está todo mundo ficando.
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ToggleFonseca no “novo Big 3”?
A coletiva ficou animada quando perguntaram a Alcaraz se ele imagina um “Big 3 do porvir” formado por ele, Sinner e Fonseca. E cá, senhores, veio o lado realista do garoto de Múrcia: “Romper o Top-25 no primeiro ano é impressionante. Mas chegar ao Top-10, ao Top-3… e manter isso… é outra história. Vamos ver nos próximos dois anos se ele quebra essa barreira.”
Tradução: Alcaraz vê potencial, mas quer ver tenacidade. E ele está patente — no tênis, chegar lá em cima é difícil, mas permanecer lá… é para poucos.
Miami, beisebol e tênis no mesmo palco
O Miami Invitational, marcado para 8 de dezembro, vai colocar Fonseca e Alcaraz frente a frente pela primeira vez – e num palco muito curioso: o estádio do Miami Marlins. Se você estranhou, sim, eu também. Tênis em estádio de beisebol. Muito-vindos à América.
E a programação é daquelas para quem gosta de ver estrelas cruzando caminhos:
• Amanda Anisimova x Jessica Pegula abrindo a noite.
• Depois, Alcaraz x Fonseca.
• E ainda tem duplas mistas: Alcaraz/Pegula x Fonseca/Anisimova.
É praticamente um “universo compartilhado da ATP/WTA”.
Sobre a lesão? Alcaraz garantiu: “Zero preocupação”
Na manhã da coletiva, ele havia anunciado que não jogaria a Despensa Davis por motivo de um edema na coxa direita, e evidente, isso gerou aquele burburinho.
Mas o espanhol tratou de minimizar: “Eu não estaria 100% para a Davis. Mas terei tempo suficiente para os jogos nos EUA. Vou fazer exercícios, tratamento, exercícios, tratamento… duas semanas assim. Estarei pronto.”
Tradução: se o duelo contra Fonseca é atrativo para o público, para Alcaraz é compromisso sério.
E Fonseca? O brasílico não esconde a surpresa
Do outro lado, João Fonseca – sempre elegante, sempre humilde – já havia dito ao evento que encara Alcaraz uma vez que inspiração:
“Ele incentiva muito a manter a motivação. Trabalha duro, mas sempre com tranquilidade, sempre sorrindo. Vai ser um dia de muitos aprendizados.”
E é esse espírito, meus amigos, que está criando essa expectativa mundial sobre o brasílico.
No término das contas…
O que vimos hoje foi mais do que uma coletiva. Foi o reconhecimento explícito de um gigante para um garoto que está batendo na porta do topo.
Dia 8 de dezembro não será exclusivamente uma exibição: será o primeiro capítulo de uma rivalidade que tem tudo para crescer.
E você pode registrar aí: se João Fonseca realmente despontar, vamos lembrar dessa coletiva uma vez que o dia em que Alcaraz anunciou ao mundo que o menino era dissemelhante.



